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 ATITUDES ... PARA MORADORES !                      

Ao falarmos de atitudes estamos a abordar diversas áreas com implicações na segurança residencial. Antes de refletirmos sobre elas gostaremos de chamar a atenção para o facto de ser importante a existência de uma preocupação em adotar os comportamentos adequados, que em relação aos mais novos deve ser feito de um ponto de vista pedagógico.

Relações de vizinhança

É importante que os vizinhos se sintam uma responsabilidade coletiva pela segurança uns dos outros. Assim, cada um estará mais seguro.


Uso adequado dos equipamentos
Em muitos casos os assaltos ocorrem porque as fechaduras de alta segurança estavam no trinco e os alarmes com a última tecnologia estavam desligados. É fundamental usar os equipamentos de segurança e usá-los de forma adequada. Preste uma atenção especial às chaves e à forma como as gere.


Não cometer os erros do costume
A segurança residencial tem regras básicas que deveriam ser cumpridas de forma universal, mas que na verdade são é infrigidas de forma quase universal; não deixe nunca a chave de casa debaixo do tapete, do vaso, no armário do contador ou por cima da ombreira da porta. Não há gatuno, por mais inexperiente que seja, que não verifique estes locais.

Falar demais
Não esqueça nunca o velho ditado, "pela boca morre o peixe". 
Evite falar sobre os valores que tem, o cofre da sala, os ouros da avó, o que comprou, o que guarda, o que usa, etc. Não fale sobre aspetos relacionados com a sua segurança; as suas ausências, a hora tardia a que os filhos adolescentes chegam, a avaria na fechadura da garagem, o porta chaves que perdeu, o cão grande que ladra mas tem medo de tudo e todos, etc.

Mostrar demais
Embora não faça qualquer sentido viver disfarçado de sem abrigo, a verdade é que deve acautelar de alguma maneira o que é desnecessáriamente visível por estranhos. Ao comprar objetos de valor evite deixar as embalagens visíveis junto aos caixotes de lixo, desfaça-as e coloque-as dentro de um saco de plástico. Se o interior de casa é visível a partir da rua corra os cortinados por forma a que não sejam visíveis objetos de valor e fáceis de vender como televisões, computadores e outros equipamentos de valor elevado. Abrigue ainda de olhares estranhos, objetos decorativos como salvas ou candelabros, coleções de relógios, canetas, etc.

Escrever demais
Pois é, talvez um dia surja o ditado "pelo teclado se trama o internauta". Aumentam os casos em que ladrões apanhados confessam que obtiveram as informações através do que foi publicado nas redes sociais. Não diga quando vai para fora nem publique nada que mostre que naquele momento está fora, como por exemplo,imagens do local onde está. Tenha cuidado com as publicações automáticas de algumas aplicações que dão conta da sua localização.

Rotinas: ter e não ter
Em matéria de segurança residencial deve ter a preocupação de rotinar algumas tarefas e em não rotinar outras. Podemos dizer que deve rotinar o que se faz no interior e não rotinar o que se faz no exterior.
No interior deve rotinar, para que não esqueça o seguinte, por exemplo: 
Rodar a chave por forma a que acione as trancas para a porta não ficar só no trinco
Ligar o alarme
Verificar o fecho das janelas antes de se deitar ou saír.
Correr os estores ou fechar grades interiores.
Uma boa forma de rotinar estes gestos, é associá-los a outros como por exemplo, baixar estores ou fechar grades depois de levantar a mesa do jantar, ligar alarme antes de se deitar etc.
No exterior deve evitar ter rotinas de hora certa para:
Abrir janelas para fechar portadas.
Ir à rua pôr o lixo.
Buscar o correio, etc.

Os fundamentalistas da segurança
Também em termos de segurança encontramos fundamentalistas, divididos em dois campos opostos, os stressados cujo sonho era viver de armadura dentro de uma casa forte e os revoltados que clamam contra a tara securitária em nome de tudo, até ao dia em que são vítimas do desleixo pessoal que tiveram com a segurança das suas coisas e dos seus.

As preocupações com a segurança de uma casa devem estar sempre no domínio do bom senso e da proporcionalidade. Devem traduzir-se na instalação de equipamentos adequados e proporcionais aos valores a proteger e na adoção de atitudes fáceis de enquadrar no estilo de vida dos ocupantes. Devem proporcionar tranquilidade e não stress.

É um erro pensar que a procura de segurança nos limita as liberdades e nos impede de viver a vida em toda a sua plenitude. A procura de segurança é um mecanismo de sobrevivência existente em todos os seres vivos e acompanha o homem desde sempre. 
Ao contrário do que se possa pensar, a civilização não nos fez abrandar nesta permanente procura de segurança, bem pelo contrário, fez-nos juntar novas preocupações às que nos acompanham à milhares de anos. 
Agora temos que ter cuidado ao caminhar e atravessar ruas, ao usar equipamentos elétricos ou a gas, ao consumir bens refrigerados ou enlatados, ao conduzir carros, ao banharmo-nos em zonas poluídas,etc. Mesmo os cuidados com animais não desapareceram, todos temos cuidado com cães de certas raças, com peixes aranha ou alforrecas nas praias ou com as "novas" abelhas que estão a colonizar o nosso país a partir do norte e que podem causar a morte se atacarem em enxame.

Em Prédios
Existe a convicção, errada, de que um prédio é mais seguro que uma vivenda. 
A altura já não é uma barreira para os gatunos. Multiplicam-se os assaltos por escalada ou a partir da varanda do vizinho. As escadas e os elevadores podem ser locais perigosos, sobretudo em prédios que durante as horas de trabalho ficam completamente vazios.
É fundamental que os prédios adotem medidas de segurança coletivas adequadas e que se referem ao controlo de quem entra, video porteiro, regras na abertura da porta do prédio e sempre que possível a captura de imagens. As administrações dos condomínios deverão assumir cada vez mais responsabilidades na área da segurança anti intrusão. Por seu lado cada condómino deve ter em conta a segurança da porta do seu apartamento e das janelas, que são ainda objeto de muito pouca atenção.

Em Vivendas
Viver numa vivenda não é necessáriamente mais perigoso do que viver num prédio, sobretudo se esta se integrar numa urbanização e respeitar um mínimo de regras básicas. Exije, óbviamente, medidas de segurança diferenciadas, adequadas a cada situação; existência de jardim, zona em que se insere etc.